ATE QUANDO A BUROCRACIA VAI PREJUDICAR O E-COMMERCE BRASILEIRO?

A logística que demanda excesso de obrigações acessórias emperra a economia digital, desperdiça tempo e prejudica todos (consumidores, varejistas e transportadores).

Uma iniciativa:

Você sabia que uma única mercadoria comprada online pode gerar

até 16 documentos impressos até chegar ao seu destino final?

É um número expressivo, impressionante e verdadeiro: por causa da burocracia, um pedido de compras online gera uma série de exigências que atrapalham a eficiência do processo.

Sim, é isso mesmo! Estes são até 16 documentos gerados durante uma única transação de e-commerce:

1) Nota Fiscal eletrônica (NF-e);

2) Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe);

3) Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e);

4) Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (Dacte);

5) Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e);

6) Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (DAMDFE);

7) Programação de coleta;

8) Romaneio de coleta;

9) Etiqueta AWB;

10) Ordem de coleta;

11) Etiqueta do embarcador;

12) Etiqueta do transportador;

13) Etiquetas de controle interno;

14) Protocolo de entrega;

15) Romaneio de embarque na expedição;

16) Roteiro Last-mile.


Infelizmente, a economia digital convive com uma estrutura física obsoleta que conflita com a modernização e a produtividade dos negócios.

O IMPACTO NÃO SE LIMITA APENAS AO VOLUME DE DOCUMENTOS FISCAIS OBRIGATÓRIOS!

A burocracia envolvendo a entrega de uma mercadoria pode consumir até 1 mês de trabalho das empresas.

Os processos burocráticos podem consumir até

31 DIAS DE TRABALHO/ANO.

Em 2020, foram realizadas 194 milhões de compras no e-commerce, segundo dados da Consultoria Ebit/Nielsen.

CONSIDERANDO O TOTAL DE 16 DOCUMENTOS, SÃO 3,1 BILHÕES DE VIAS

para a mercadoria chegar até o consumidor, as quais poderiam ser reduzidas e digitalizadas.

O EXCESSO DE BUROCRACIA FAZ COM QUE A NOSSA IMAGEM NO EXTERIOR SEJA IMPACTADA...

O Brasil é um país visto no exterior como burocrático e com entraves para a realização de negócios.

No Relatório Doing Business, o ranking mundial que mede a facilidade de fazer negócios, desenvolvido pelo Banco Mundial, ocupamos:

A

124ª

POSIÇÃO GERAL

E A

54ª

POSIÇÃO NO RANKING DA ONU NO QUESITO “GOVERNO DIGITAL”

SABE QUANTO ESSE EXCESSO DE BUROCRACIA CUSTA PARA AS EMPRESAS?

No momento em que o comércio eletrônico avança na diminuição do prazo de entrega, ao mesmo tempo esbarra em processos que, se somados, podem consumir até 31 dias por ano de trabalho, ou seja, 8,5% do total de dias trabalhados em 12 meses são para cumprir com as obrigações acessórias.


Para as empresas de menor porte, considerando suas especificidades, a burocracia pode afetar de maneira relevante as suas operações.

A fim de exemplificar o impacto da burocracia nas receitas das empresas, a FecomercioSP realizou algumas simulações:

EMPRESA GRANDE PORTE


Faturamento: R$ 100 milhões/ano

Prejuízo final: 8,5%

Custo aproximado com a burocracia: R$ 8,5 milhões/ano

EMPRESA DE PEQUENO PORTE


Faturamento: R$ 4,8 milhões/ano

Prejuízo final: entre 8,5% e 10%

Custo aproximado com a burocracia: R$ 408 mil/ano

MICROEMPRESA


Faturamento: R$ 360 mil/ano

Prejuízo final: entre 8,5% e 10%

Custo aproximado com a burocracia: R$ 30,6 mil/ano

Ampliando a análise com base no faturamento total do e-commerce brasileiro, R$ 87,4 bilhões em 2020, de acordo com a Ebit/Nielsen, o prejuízo pode alcançar R$ 7,4 bilhões.


Imagine se estes recursos perdidos

fossem reinvestidos nas próprias empresas...

MAIS UMA VEZ, TODOS SAEM PERDENDO

COM A BUROCRACIA!


O LOJISTA/VENDEDOR PERDE COM...


Custos com equipe focada no trabalho burocrático.


Custos para a emissão de documentos.


Queda da produtividade.



O TRANSPORTADOR PERDE COM...


O tempo investido na separação e no manuseio de documentos.


O espaço para o arquivamento de comprovantes de entrega físicos.


Transportadores encontram obrigações diferentes de Estado a Estado.


Potencial aumento do roubo/furto de cargas e mercadorias.


O CONSUMIDOR PERDE COM...


Os impactos causados pela ineficiência do processo, principalmente no tempo de entrega da mercadoria.


Os riscos à segurança dos seus dados em decorrência da exposição das suas informações nas mercadorias.

Todo esse prejuízo pode (e deve) ser evitado.

Com a tecnologia que temos hoje, é totalmente viável trabalhar com a digitalização dos documentos e disponibilizá-los por meios eletrônicos, agilizando processos.

POR ISSO, NOS MOBILIZAMOS

PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO.

E JÁ CONQUISTAMOS AVANÇOS IMPORTANTES.

Comércio eletrônico, logística, transporte de cargas, O2O.

Ao lado de lideranças empresariais, temos atuado na proposição de medida ao Poder Público com o objetivo de buscar soluções para estabelecer um ambiente de negócios menos burocrático e mais moderno e ágil.

Confira nossas propostas a seguir:

Dispensa da impressão dos documentos fiscais auxiliares (Dacte, DAMDFE e Danfe). No caso da impressão do MDF-e que terá as informações de chaves do CTe ou da NF-e, a impressão dos documentos auxiliares podem ser dispensadas, possibilitando o uso de novas tecnologias para apresentar os dados que estão sendo transportados. Além disso, sugere-se colocar o MDF-e em formato digital, por meio de aplicativo.

Retirada de informações sensíveis dos consumidores expostas na nota fiscal da mercadoria. As informações poderão ser acessadas por meio de código QR ou algo do gênero (acesso via smartphones ou tablets).

OS 10 OBJETIVOS DAS NOSSAS PROPOSTAS.

1 - Diminuição da burocracia.

2 - Redução de custos e aumento da produtividade.

3 - Circulação mais simples, ágil e intensa de pacotes e mercadorias, melhorando, inclusive, a experiência de compra do consumidor.

4 - Redução do risco de transmissão de doenças, já que, com a digitalização de documentos, não se faz necessário o contato físico com o documento.

5 - Garantia da segurança jurídica.

6 - Proteção dos dados do consumidor.

7 - Diminuição de riscos de extravio/roubos de documentos/mercadorias.

8 - Diminuição dos espaços de armazenamento de documentos físicos.

9 - Melhoria na fiscalização.

10 - Geração de negócios e desenvolvimento econômico.

Quer baixar o nosso manifesto?

BAIXE AGORA O NOSSO MANIFESTO!

CONFIRA A HISTÓRIA DA NOSSA MOBILIZAÇÃO!

Reuniões em diversas instâncias técnicas e políticas. Desenvolvimento e encaminhamento de reivindicações. Apresentações de propostas. Desde março de 2019, promovemos ações pela Logística Sem Papel.


Março/2019: encontro com a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP).


Abril/2019: reunião com o secretário-executivo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Bruno Negris.


Maio/2019: envio de ofício com propostas do projeto Logística Sem Papel ao Confaz.


Junho/2019: encontro com o deputado federal Vinícius Poit (Frente Parlamentar Mista da Economia e Cidadania Digital) e a Secretaria de Desenvolvimento de Comércio e Serviços do Ministério da Economia.


Agosto/2019: a FecomercioSP tem um pleito atendido – a Sefaz/SP começa a permitir a dispensa da impressão do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), em operações realizadas pelos estabelecimentos no Estado de São Paulo.


Março/2020: reunião com a Coordenadoria Nacional dos Projetos CT-e/MDF-e, grupo técnico do Confaz, para apresentação dos pleitos do Logística Sem Papel.


Setembro/2020: reunião com o Grupo de Trabalho (GT) da Nota Fiscal Eletrônica do Confaz, ao lado de empresas do Conselho de Comércio Eletrônico (CCE).


Setembro/2020: outra medida atende parcialmente ao pleito da FecomercioSP: é publicada a Nota Técnica 4/2020, que possibilita a substituição do Danfe Impresso pelo Danfe Etiqueta, pondo fim à exigência da descrição do produto detalhada com valores.


Outubro/2020: envio de manifesto elaborado em conjunto com outras lideranças empresariais que integram o projeto Logística Sem Papel ao Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat).


Novembro/2020: envio de ofício ao Encat com considerações sobre o Danfe Etiqueta (Nota Técnica 4/2020), solicitando a retirada de informações pessoais dos consumidores na etiqueta da encomenda adquirida pelo comércio eletrônico, bem como a exclusão do valor total da mercadoria, podendo as informações serem acessadas mediante dispositivos móveis (código QR).

ESTA CAUSA TAMBÉM É SUA.

Toda essa movimentação que estamos fazendo é para desemperrar o desenvolvimento e a modernização do empreendedorismo.


A desburocratização vai gerar agilidade, segurança e resultados positivos não apenas para empreendedores, mas também para consumidores e até mesmo para o meio ambiente.


A causa é de todos, e nós estamos abertos à sua participação.

Para baixar o Manifesto da Logística Sem Papel e acompanhar nossa mobilização, basta preencher o cadastro.

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